terça-feira, novembro 28, 2006

Balla - O Fim da Luta





Um grande senhor.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Hoje...

Hoje mudei a rota. Saí do trabalho e não fui para casa.
Resolvi fazer o caminho de todos os Verões. Vim à praia. Sempre àquela praia.
Vim ver o mar. O mar… As saudades que eu tinha do mar.
Vim ver o sol. Vim a correr para não perder o lusco-fusco. E reparei que o pôr-do-sol mudou de sítio.
Vim ver o rio. O rio que também mudou a trajectória.
Vim ver as tontas das gaivotas, que fazem razia ao mar e desafiam as ondas. As ondas que rebentam de encontro às rochas com a força irada de como só o mar sabe amar.
Vim relembrar-me, redescobrir-me, abrir o baú e sacudir o pó à dor, que me corta a carne mais que a brisa gelada.
Vim arrepiar-me e aninhar-me a mim mesma; enterrar as mãos na areia e lavá-las na espuma do mar; desfazer-me em silêncio como a onda que se esvai.
Hoje não me vou descalçar, não quero descer à terra. Sou Natureza, mas hoje também sou egoísta.
Hoje vim deixar ao mar o sal de uma lágrima minha. Porque descobrir é bom, mas redescobrir é amar (-me).
Vim ouvir, vim sentir, este marulhar que me arrepia a alma.
E a noite cresce, ecoada no mar e na areia que agora deixo para trás.

19 de Outubro de 2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

sexta-feira, setembro 22, 2006

Eu

Não tenho postado nada porque ando com uma crise qualquer. Parece que me faltam as palavras. Mas se me querem ver escrever, então aproveitem agora. Porque o governo resolveu fazer-vos a vontade, e como tal, tomou mais uma decisão de merda, mas daquelas que me irritam mesmo.
Ora, cá está de volta a história do referendo ao aborto!
Referendo??? Grandes filhos da puta! Tratem lá mas é de liberalizar o aborto, porque eu já tenho é vontade de vos partir a cara a todos, seus grandessíssimos atrasados!!!
Por vossa causa, vamos outra vez ter de andar a ouvir os “moralisto – católico – santo – sem pecado – que não fodem” do costume: “Ah e tal, e não sei mais o quê, aborto nunca, porque é matar uma vida.”
Será que o problema deles é mesmo falta de sexo??? Será que estes atrasados não conseguem ter mais nenhum argumento válido?
“Tirar uma vida”, é o que aconteceria se o vosso único neurónio resolvesse suicidar-se!
Eu até fico cega com o tamanho da vossa ignorância, seus energúmenos!
Para vossa informação, e porque parece que V. Exas. vivem num mundo à parte, o aborto já se pratica há “alguns” anos, mas “poucos”!!! E sabem porquê? Porque ninguém tem de acarretar com aquilo que não quer. Aquilo que eu gostava muito que vocês se lembrassem, é que a despenalização da Lei do Aborto, não vai ter como consequência, um elevado número de mulheres a fazê-lo, mas antes, que todas as mulheres que o pretendam fazer, o façam de forma SEGURA! Seus burros!
E já agora, e só para ficarem bem esclarecidos; até porque no melhor pano cai a nódoa, existem nas farmácias deste país, alguns medicamentos, LEGAIS, que têm como contra – indicação: aborto espontâneo. Um destes medicamentos deve tomar-se de duas em duas horas. Quando surte efeito, a mulher tem hemorragias, faz uma visita ao Hospital mais próximo, espera pelos resultados et voilá, já não está grávida!
A vida é tão simples, não é? :)

Post-Scriptum: O problema, é que nem com sarcasmos vocês lá vão…

Post-Post-Scriptum: Um dia ainda sou capaz de perder o meu tempo e conto-vos umas histórias de umas vidas. Só para que vejam com olhos de “ver”, a realidade.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Dedicado aos bloqueios do Flygandí

" - ... aquele filme, aquele. Aquele que tem um espantalho de palha!"

E eu só me lembrei:

" - Ah! O Feiticeiro de Oz!"

Pois, mas afinal não era... Porra , podias ter sido mais específico...

Já te disse: toma magnésio!!!

quinta-feira, agosto 10, 2006

Estou De Luto...

Segunda-Feira, 07 de Janeiro de 2006

Emília, acabava de completar 53 anos e chagava a casa da filha, de 23 anos, após o jantar de aniversário.
À sua chegada tinham à espera o marido e pai, que após uma violenta discussão disparou vários tiros. Dois deles acertaram em Emília, que teve morte imediata. A filha de ambos, casada há três meses, recebeu outros tantos tiros, que a deixaram em estado grave.
Emília e o seu carrasco estavam já divorciados.


Eram 6.30h da manhã, Margarida, 26 anos, saiu para levar o cão à rua e posteriormente poder ir trabalhar.
Margarida, foi silenciada pelo marido com um pano ensopado em éter, regada com gasolina e incendiada. Chegou ao hospital com sinais de vida. Faleceu devido à gravidade dos ferimentos.
Margarida estava em processo de divórcio e tinha já emitido um comunicado num jornal, em como não se responsabilizava pelas dívidas do marido.


Terça-Feira, 08 de Janeiro de 2006

Devido ao calor que se tem feito sentir nos últimos dias, o casal resolveu colocar um colchão na varanda e dormir lá. Era ali que se encontrava esta mulher de 29 anos, quando por volta das 2.30h da madrugada, o seu companheiro chegou a casa e a atingiu com onze facadas mortais.
Deixou um filho de 11 anos do seu primeiro casamento, do qual enviuvara à 10 anos. E um filho de 6 anos, deste seu segundo casamento.
O crime ocorreu por motivos passionais.


Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2006

Emigrada em Portugal desde o ano passado, esta cidadã brasileira de 30 anos, pediu ao marido a separação. Durante duas semanas, o marido ainda tentou reconquistá-la, mas vendo as suas tentativas falhadas, durante uma discussão ontem à tarde, este, resolveu estrangulá-la. Contudo a mulher ofereceu resistência. O marido resolveu então pegar em duas facas e atingi-la com oito golpes. Tendo sido atingida no fígado, e apesar de ser encontrar esvaída em sangue, foi ainda capaz de sair de casa e pedir ajuda.
Encontra-se internada, em estado grave, mas estável.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Fotografia II



The Chains Of Love - Jan Saudek

Fotografia I























Those Days Of The Sixties - Jan Saudek

sexta-feira, julho 28, 2006

quarta-feira, julho 12, 2006

...mas não rolam cabeças???

Por muito que eu possa gostar de politica, porque gosto, não tenho bases suficientes para de uma forma linear e muito bem argumentada criticar o actual estado do país. E as melhores soluções nunca viriam da minha parte, porque na minha opinião, as decisões tomadas para baixar o défice nunca passariam por uma via castradora para a vida dos cidadãos. Resumidamente, eu estar-me-ia a borrifar para as normas impostas pela União Europeia.
Mas a verdade é que a notícia de ontem caiu como uma bomba. Não é que fosse novidade, mas quando a esperança fecha a porta, é complicado vir mais alguém para a abrir.
Pois é, a GM vai fechar portas em Dezembro…
Aquilo que eu ouvi da parte do Ministro da Economia e da Inovação (não percebi a parte da Inovação, talvez mais um tacho?) foi uma declaração em que afirmou que o Governo português iria processar a GM.
Só??? Então mas ninguém se demite???
Eles prometeram baixar a taxa de desemprego!!!
Bem, mas também prometeram não subir os impostos…
Na minha opinião, e não me julguem mal, mas a ETA dava um jeito durante estes tempos de crise!
E não vale a pena virem para aí criticar porque “…e os inocentes isto” e porque “…os inocentes aquilo”. Porque a verdade é que nós somos uma cambada de conformados que nem sequer sai para a rua para destruir meia cidade como fizeram os franceses! E também não me venham cá com tretas, porque a verdade é que em França o Governo recuou. Levou tempo, mas recuou!

sexta-feira, julho 07, 2006

o Não Sei Quê que dói...

que corrói e rompe a alma, que dói e que insiste em ficar.
o Não Sei Quê que dói e aperta o corção, mas que eu não sei onde fica.
o Não Sei Quê que dói e me mata mais que a Saudade.
a Saudade, ai a Saudade...
a música rodopia em turbilhões de sentimentos, dobra as esquinas e aperta-me contra as rochas passadas.
crava em mim um punhal e silência a voz rouca do teu respirar.
se ao menos um dia...
se ao menos um dia, eu fosse essa dor

o Não Sei Quê que dói...

o Amor

a Tristeza

a Alegria

quinta-feira, junho 29, 2006

Mulher não opina


Esta semana fechou mais uma maternidade, e uma outra mantém-se aberta, mas só funciona a meio gás; ou seja; não há partos para ninguém.
Afinal este país até tem acção, afinal este país até anda, anda para trás!
Parece-me que neste país chamado Portugal as mulheres não têm direito de escolha, nem de opção própria. Continuamos a não poder fazer abortos de forma legal. É crime! E como tal não posso escolher um rumo melhor para a minha vida; sem condições financeiras tenho que suportar as fraldas e as papas com o IVA a 21,0%, e como não se pode abortar sem ser de forma ilegal, perigosa e cara as famílias de risco têm que continuar a ter filhos. E quando ligamos o televisor acabamos por saber que ouve mais uma “Joana”. E aqui, onde é que está o crime?
Como se tudo isto não bastasse, agora também já não podemos escolher onde é que queremos que os nossos filhos nasçam.
Dantes era em casa, felizmente as coisas evoluíram um bocadinho e os partos passaram a ser feitos em Hospitais, entretanto vieram as “modernices” e Criança de Berço de Ouro, já só pode nascer em clínica privada. Mas para aquelas mães que mantinham a ideia de terem os filhos perto de casa, lá se foram as facilidades. Agora, e porque, segundo o Estado, as maternidades tiveram de fechar a porta por falta de condições de segurança, e também porque estamos em época de contenção e não se pode investir, vamos pedir às senhoras pré-mamãs que façam só mais um esforcinho para aguentarem as dores e contracções, durante uns quilometrozitos extra.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos não tem lá uma alínea “qualquer” que fala na dignidade do ser-humano???

sexta-feira, junho 23, 2006